Academia Mourãoense de Letras | Fatos e Curiosidades

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O acadêmico Túlio Vargas, presidente da Academia Paranaense de Letras (1994-2008), afirmou no nascimento da AML que “há quem diga tratar-se de um arrastão cultural e exageros à parte, esta iniciativa tem despertado o potencial aglutinador de cidades antes excluídas do desenvolvimento organizado na área da criação literária e artística, reacendendo a chama da vocação para o estudo e a pesquisa, em nível de colegiado, à procura do seu modelo cultural”.

Você sabia que a Estação da Luz abriga a Biblioteca Pública Municipal Professor Egydio Martello e também é a sede da Academia Mourãoense de Letras?

A construção da antiga Estação Rodoviária teve início em 10 de junho de 1966 na administração do prefeito Milton Luiz Pereira. O projeto, de autoria do engenheiro Maurício Impelisier P. de Moura, satisfazia em todos os aspectos: ‘modernismo, funcionalidade, arquitetura e estética arquitetônica’.

A execução da obra coube à Construtora Gelson Gubert & Cia Ltda, através do engenheiro Gelson Elly Gubert.  A delegação da obra foi de responsabilidade da Codusa, na época presidida pelo advogado Munir Karam.

A obra custou 340 mil cruzeiros novos, o equivalente, hoje, a R$ 1,6 milhão. A inauguração do prédio ocorreu em 8 de outubro de 1967 sob o comando do prefeito Rosalino Salvadori. Foi nela que aconteceu a primeira apresentação do Hino de Campo Mourão.

O nome “Estação da Luz”, além de uma homenagem ao primeiro bispo Dom Eliseu Simões Mendes, foi uma sugestão apresentada pelo historiador Nelson Bittencourt Prado em 1971, através de um artigo publicado pelo jornal ‘Folha de Campo Mourão’. A idéia de Prado era perpetuar a histórica solenidade da inauguração da luz elétrica, ocorrida em 1950 naquele local.

Na administração do prefeito Tauillo Tezelli (2001-2004) o espaço foi definido para abrigar a Biblioteca Pública Municipal “Prof. Egydio Martello”. A denominação do prédio foi sugerida pelo historiador Jair Elias dos Santos Júnior, em uma reunião do Conselho Municipal da Cultura, que aprovou a idéia.

Uma Academia de Letras não pode limitar a sua missão à produção das obras exclusivamente literárias, concebida à Literatura como “expressão dos conteúdos de ficção ou da imaginação, por meio de palavras polivalentes ou metáforas”. Uma Academia de Letras é, por derivação e na extensão de sentido, uma congregação de caráter cientifico e artístico, além do literário.

Daí a necessidade desses sodalícios projetarem-se no cenário dos Estados Democráticos de Direito e das comunidades locais como núcleos de pensamento e ação para tratar determinadas questões de interesse humano e social. Especialmente nas áreas da Educação e Cultura.

Renê Ariel Dotti, da Academia Paranaense de Letras.

No dia 21 de maio de 2006, coincidentemente dia da língua nacional, a Academia Mourãoense de Letras completa quatro anos de instalação em nossa cidade. A Academia as vezes pode soar como uma instituição de elite ou distante da pessoa comum. Na verdade a academia, no meu ponto de vista, é sinônimo de maturidade de uma comunidade social, exatamente para registrar sua vida, sua história. Em Campo Mourão, depois de mais de cinqüenta anos de emancipação político-administrativa surgiu a AML para reunir os intelectuais terrunhos ligados às letras nos seus mais variados matizes. O nascimento da AML foi um reclamo natural do momento que a cidade atravessava nas manifestações culturais e intelectuais, especialmente a ideia da criação da universidade pública e o fervilhar dinâmico das mais diversas e espontâneas vibrações da Fundação Cultural da cidade.

Duas pessoas foram muito importantes naquele momento: a Profª Sinclair Casemiro  e Edilaine de Castro. Uma fomentando o lado intelectual com a ideia da universidade e a outra colhendo e materializando as coisas do povo, na suas múltiplas e espontâneas manifestações. A simbiose foi natural sem que isso fosse planejado ou desejado conscientemente. Tudo aconteceu. Só aconteceu. Na  AML foi a visita do presidente da Academia Paranaense de Letras, Túlio Vargas na FECILCAM (reunião que participei) em junho de 2001. Dali pra frente, sob o comando da Prof ª Sinclair a ideia tomou corpo e força. Nasceu. Nasceu porque tinha que nascer. Era hora do parto, a cidade estava madura para isso. Começou pequena, singela. Houve até, e ainda há, várias contestações sobre seus Membros. Alguns dizem que vários nomes - que ainda não estão - deveriam estar na AML e outros nunca poderiam lá estar. É o imponderável. 

Sempre haverá injustiças no mundo. Imaginem: o grande poeta Mário Quintana nunca integrou a Academia Brasileira de Letras, nem por isso deixa de ser um dos maiores poetas das Américas . Moliére, o maior dramaturgo francês, hoje tem estátua defronte da Academia Francesa com os dizeres “foi tão grande que não coube dentro dela”, e tantas outras ditas “injustiças”. Mas o que vale, o que conta, é que a AML existe. Com suas contradições e contestações. É real, palpável e vem contribuindo com a literatura mourãoense e estimulando os seus cidadãos(ãs) para que escrevam, pensem se manifestem. 

Parabéns AML pelos teus jovens quatro anos de existência fecunda.  Prossiga indo, indo...indo...

Rubens Luiz Sartori

Primeiro Presidente da AML – Cadeira nº 7.

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